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Caso Digg: me expressei mal, ou não me entenderam
Por Newton Wagner | Em 4/05/2007 | Arquivado em Blogs, Internet, SociedadeA DaniCast deixou dois comentários no meu artigo sobre o Caso Digg e a comunidade Rebelde. Ela também escreveu uma resposta no seu blog, me chamando de mau-humorado (logo eu) e dizendo que nem valia a pena me linkar. Ao não me linkar ela não me deu um direito de resposta, então espero que pelo menos aceite o meu trackback como um convite para um discussão rica e civilizada. Segundo ela, não sou eu, e tudo não passou de um mal-entendido. hEHeheh.
Pra começar, não me lembro de ter dito era preciso dizer às pessoas o que é certo ou errado, mas contei que, com a minha experiência em administrar uma comunidade, sou a favor de impor limites bem claros para os integrantes da mesma, caso contrário a coisa pode tomar rumos indesejados. Isso não é nenhum absurdo por que até uma mãe impõe limites aos seus filhos.
É fato que a internet tem tantas coisas boas quanto ruins, porém precisamos lembrar que por trás de toda essa ideologia maravilhosa de liberdade e igualdade que temos aqui, existe um mundo capitalista que sustenta isso tudo, representado por pessoas e empresas que podem ser indiciadas por suas ações no “mundo virtual”.
Tomando emprestado os exemplos citados pela própria DaniCast, imaginem se os usuários do Digg resolvessem floodar o sistema com mensagens e conteúdo pedófilo. Aposto que o posicionamento seria diferente. E o que difere um ato ilegal de outro? De qualquer forma, o meio será o responsável por aquele conteúdo, e será indiciado por ele.
Se processarem o Digg pela exposição dos códigos, não importa a comunidade divulgar ainda mais os números, pois eles já estão mais do que divulgados. Porém, lembro, novamente, que quem vai pagar a conta por esta exposição não vai ser a comunidade, e sim o meio. Não sendo um Google com recursos aparentemente infinitos, existe a chance dessa empresa ser obrigada a fechar. A única coisa que a comunidade vai fazer então é ir para o “Digg-like” mais próximo.
Os usuários só vão apoiar o Digg enquanto for do interesse deles, assim como só vão denunciar os crimes enquanto for do interesse deles. A partir do momento que o site removeu as entradas do código, os usuários se revoltaram com a decisão e o bombardearam com artigos. Isso pra mim pode ser considerado um ataque.
E é por isso tudo que acredito que as empresas devem encontrar meios de limitar a ação dos usuários em suas comunidades. Mesmo que, para isso, ela envolva os próprios usuários, como o “Reportar Falso” do Orkut, ou, em outro exemplo de sucesso, na Wikipedia.
E vocês leitores? O que acham disso tudo?
Veja também a matéria no BrPoint sobre o assunto.
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[4/5/2007 - 10:22]
E outrsa, quem disse que o blog que eu não likei é o seu?
Não é o seu.
[4/5/2007 - 10:23]
[4/5/2007 - 10:28]
Nem o Google, ele não é o dono da Internet. Ele mesmo recebeu uma notificação de alguma ‘reguladora’ dessas de lá o obrigando a desindexar os “forums and websites” que divulgassem o tal código.
Ou seja, se até o Google foi notificado, porquê não poderia acontecer de o Digg fechar as portas por causa dos usuários?
Se os usuários fossem auto-reguladores de uma forma tão perfeita, a Wikipedia não teria passado a filtrar cada vez mais seu conteúdo publicado e o Orkut não teria tanto racismo ou pedofilia sendo divulgados.
[4/5/2007 - 10:39]
E Daniel, eu quis dizer que o Google pode bancar um processo caro. Ele tem como se sustentar caso isso aconteça. Já o Digg…
[4/5/2007 - 10:42]
A Wikipedia não é uma entidade incorpórea nem uma corporação como o Google. A Wikipedia é administrada por grupos de usuários, é uma comunidade com auto-gestão. Muitos tópicos da Wikipedia são apenas fechados para proteção e debatidos com os usuários. Não existe uma administração centralizada na Wikipedia, existem vários administradores, que conquistam esse “poder” pelo seu tempo de cadastro na Wkipedia e por todas as colaborações feitas.
A Wikipedia realmente eliminou a informação com o código que pode ser usado para quebrar os DVD-HD, mas não é coreta a comparação com o Google, que segue uma estrutura tradicional corporativa. Os dois não funcionam da mesma forma.
Quanto ao Orkut, ainda possui muitas falhas, mas o poder de regulamentação do usuário tornou-se tão grande que diversas coisas no Orkut foram modificadas desde seu lançamento em 2004, para atender às demandas dos usuários. Uma delas, e provavelmente a mais famosa, foi a tradução do Orkut inteiro para português, uma vez que a maior comunidade de usuários lá é a brasileira.
O usuário tem poder de gerenciar os sites comunitários e faz isso, quando em grupo, de forma bastante competende.
[4/5/2007 - 10:45]
Sobre o assunto do Digg eu li mais de 12 blogs que postaram a respeito. O blog que eu mencionei é de um blogueiro muito conhecido por suas idéias autocráticas - ele tem aqueles posicionamentos do tipo “precisa censurar a TV”, sabe como é?
Comentei aqui mesmo, comentei em mais outros 4 blogs, inclusive do Cris. O único dos blogueiros onde eu comentei que apareceu com pingback até agora foi você.
No blog do reacionário eu não comentei e me recuso mesmo a linkar o cara, porque eu tenho mais de 20,000 visitantes únicos por mês, não vou mandar leitor pra ele nem aumentar o ranking dele no Google porque o cara não merece.
Desculpa, você vestiu uma carapuça que não era para você. O incidente não deixa de ser engraçado.
[4/5/2007 - 10:50]
Chequei todos meus emails novamente (eu tenho oito contas de email) e seu email não chegou. Mas você nem esperou o email chegar para ver se eu responderia ou não, porque meu post sobre o Digg foi ao ar hoje às 14:27 e agora são 15:48.
Como diria a lagarta da Alice “keep your temper”.
[4/5/2007 - 10:52]
O Orkut foi traduzido pra atender às demandas dos usuários, com certeza, mas com a mesma certeza eu afirmo que isso foi feito pensando no cunho comercial. O seu cliente é o seu usuário, e é preciso atendê-lo. Por si, isso não diz nada.
O que você entende por auto-gestão Dani? Pra mim seria o próprio usuário saber o que deve e o que não deve publicar. Se ele não sabe, ele precisa ser gerenciado, seja por um grupo de usuários experientes, ou por funcionários da empresa. Isso, pra mim, é gestão e controle.
[4/5/2007 - 10:55]
[4/5/2007 - 11:11]
a auto-gestão já inclui o gerenciamento feito por outros usuários mais experientes.
A auto-gestão exclui um comando “superior”, digamos assim, como o que acontece nos jornais, revistas, empresas e corporações onde, se a maioria tiver uma opinião mas o “chefe” discordar ele pode usar o famoso “cala a boca que quem manda aqui sou eu”.
Ambientes como fóruns e comunidades colaborativas não tem esse “cala boca” superior, que seleciona e censura conteúdos independente da opinião da maioria. É o movimento e a opinião da maioria dos usuários que gerencia os conteúdos. Os moderadors ou admins, nesse ambiente, tem restrições de poder. Eles controlam com poder absoluto conteúdos ilegais ou abusivos, mas não tem poder para ser arbitrários.
São enfoques diferentes.
[4/5/2007 - 11:12]