A polícia prendeu uma quadrilha que praticava o Golpe do Carro Fantasma, fato esse que me impressionou por duas questões: 1) a criatividade dos bandidos parece infinita; 2) ainda existem pessoas inocentes o suficiente pra cair nesses golpes.
A criatividade da bandidagem é algo que me impressiona, e me faz pensar que tamanha capacidade poderia ser utilizada de outras maneiras para fazer volumes de dinheiro de forma lícita. Mas estamos sempre em busca do mais fácil, e parece que enganar as pessoas é mais fácil do que parece.
Lembro de ter visto uma experiência feita na internet, onde colocaram um anúncio na web dizendo “Não clique aqui, seu computador será infectado”. Apesar do percentual ter sido pequeno, menos de 0,5%, cerca de 400 pessoas clicaram no anúncio.
Comprar algo pela internet pode ser seguro, se existir confiança no outro lado, isto é, se você está comprando um produto, deve se certificar da idoneidade de quem está vendendo, e isso só se consegue investigando.
Os carros anunciados já possuíam uma característica suspeita: estavam sendo vendidos com 30% de desconto. Não é algo comum no mercado, então ou você pode estar comprando um carro quebrado, ou pode ser um golpe. Poderia citar também o fato da ganância de querer se dar bem ter cegado os compradores, mas prefiro acreditar que não foi isso.
Outro pecado cometido foi pagar adiantado sem nem ver o produto. Mais uma vez a oferta era boa demais pra ser verdade, pois o vendedor pedia 30% do valor do carro como adiantamento, e você o receberia direto na sua casa em no máximo 1 semana. Quando a esmola é demais, o santo desconfia… mas as vítimas do golpe não desconfiaram.
No caso deste golpe do carro fantasma, as pessoas fizeram algo que, na minha opinião, é quase equivalente a clicar em um anúncio “Clique aqui para ser enganado”. Perdoem-me as vítimas de golpes como este, pois imagino a dor de cabeça que isto causa, mas acho que as vezes pedimos para nos enganarem.
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