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Profissionalização do Futebol deve ser completa
Por Newton Wagner | Em 1/03/2008 | Arquivado em FutebolA choradeira botafoguense, após a decisão da Taça Guanabara de 2008, me acertou em cheio com uma dúvida: como vai a profissionalização do futebol em terras tupiniquins?
Uma breve análise pode dizer que os clube-empresas demonstram certo sucesso em alguns campeonatos regionais deste ano, e a força que uma administração responsável, com foco no público e, óbviamente, no lucro pode ter. Vamos aos exemplos.
Toca dos Leões
Aqui em brasília, um futebol de pequenas dimensões se comparado ao do sudeste ou sul do país, nasceu o Legião Futebol Clube. Um Clube Empresa nascido em 2006 e que já roubou a cena do candangão, não só por causa do time competitivo, mas graças às inovações do clube.
Utilizando o nome de um dos maiores símbolos musicais da cidade, a banda Legião Urbana, o Legião consegue levar a mãe do músico Renato Russo em diversas partidas do time, além de contratar músicos locais para tocar clássicos do rock nacional no dia das partidas. Além disso, fez questão de numerar e colocar proteções nas cadeiras, oferecendo conforto aos torcedores do clube.
O resultado disso, é muito destaque na mídia e, consequentemente, a atração de novos investidores, criando um ciclo benéfico para os cofres do clube, além de uma legião de torcedores (não resisti ao trocadilho :P).
Três Garças
Em um campeonato que é considerado o regional mais disputado do país, outro clube empresa se destaca. O Guaratinguetá Futebol LTDA surpreendeu já no ano de 2007, sendo o campeão do interior deste ano, e em 2008 vem se mantendo na liderança por quase todo o campeonato.
O time montado na cidade homônima localizada no vale do paraíba fez renascer o espírito esportivo da cidade, que já havia existido nas décadas de 60 e 70 sob o nome de Desportiva de Guaratinguetá, mas que foi abandonado por diversos anos por razões que confesso desconhecer.
Grandes Clubes
Muitos dos grandes clubes do país também querem se tornar empresa e profissionalizar sua administração. Se com clubes de pequeno porte e recém criados conseguem esta visibilidade, imaginem quanto clubes como Flamengo, Corinthians ou Cruzeiro podem faturar com administração responsável, inovação, respeito ao torcedor.
O próprio Botafogo, citado lá no início, é um dos clubes que reformulou toda a sua política administrativa que trouxe o clube da segunda divisão do campeonato brasileiro até a montagem de times competitivos, capazes de disputar títulos, apesar da choradeira. Alias, por que existe essa tal de choradeira mesmo?
Profissionalização dos Envolvidos
Uma vez os clubes transformados em empresas, com toda a responsabilidade envolvida nisso, como devem ficar as entidades correlatas ao universo futebolístico? A mídia é profissional, o fornecedor de material esportivo também, a comissão de arbitragem…. no mínimo duvidosa.
Pode ser nossa velha mania de não admitir a derrota, mas também é quando assistimos jogos que não são do nosso clube do coração? Um árbitro pode errar tanto quanto errou quem apitou, na copa de 2002, o jogo Coréia do Sul e Itália, onde os sul coreanos, donos da casa, foram visivelmente beneficiados pela arbitragem? E a reclamação dos santistas na final do brasileiro de 1995? E o show de erros da Ana Paula de Oliveira contra o Botafogo? E o caso Edilson? E…. tantas outras que daria um livro: “As arbitragens mais polêmicas da história”.
Até quando os clubes empresa poderão sustentar esta falta de confiabilidade na arbitragem do futebol?
A tecnologia está pronta para atender esta necessidade, faltando apenas a regulamentação da FIFA. Ou então, vamos regredir e desprofissionalizar todo o futebol. Adeus legião de fãs.


[2/3/2008 - 10:11]
Ou seja, se pretendemos realizar uma Copa do Mundo decente temos que ser profissionais e se não formos está mais do que na hora de aprender.